A sustentabilidade na armazenagem é mais do que uma tendência – é uma necessidade em 2026. Empresas em São Paulo e no Brasil estão adotando práticas que não só atendem às exigências ambientais, mas também reduzem custos e aumentam a eficiência. Aqui estão os principais pontos abordados:
- Energia renovável: Uso de fontes como solar e eólica para estabilizar custos e diminuir emissões.
- Automação e WMS: Implementação de sistemas que otimizam operações e reduzem desperdícios.
- Logística reversa: Reciclagem e reaproveitamento de materiais para atender às regulamentações.
- Uso de IoT: Sensores para monitorar consumo energético e condições climáticas em tempo real.
- Economia circular: Redução de resíduos e reaproveitamento de embalagens.
Essas ações ajudam empresas a se alinhar às regulamentações ambientais de 2026 e a atender padrões ESG, garantindo competitividade no mercado global. Vamos explorar como essas práticas podem transformar operações logísticas e gerar resultados mensuráveis.

Sustentabilidade na Armazenagem: Impacto Ambiental e Redução de Custos em 2026
Armazenagem Sustentável: Como Reduzir Desperdícios e Aumentar a Eficiência | Aula 5
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Sistemas de Gerenciamento de Armazéns e Automação
O Sistema de Gerenciamento de Armazéns (WMS) é uma ferramenta poderosa que centraliza o controle de inventário, espaço e movimentação, ajudando a reduzir desperdícios de recursos e energia. Quando conectado a sistemas automatizados, o WMS só aciona movimentos necessários, evitando deslocamentos desnecessários de equipamentos e otimizando as operações do armazém.
Implementando um Sistema de Gerenciamento de Armazéns (WMS)
Adotar um WMS moderno vai muito além de simplesmente organizar estoques. Esses sistemas inteligentes podem otimizar rotas de separação de pedidos, realizar manutenção preditiva para evitar interrupções e até reduzir o consumo de energia. Além disso, o monitoramento em tempo real ajuda a acompanhar o status de baterias de equipamentos automatizados, garantindo ciclos de recarga mais eficientes.
Um exemplo prático é o da Fulfillment Strategies International (FSI), que, em 2023, implementou uma solução de integração pré-construída. Essa iniciativa permitiu à empresa adicionar mais de 40 novos parceiros comerciais, melhorando significativamente a produtividade e a precisão do inventário. O gerente de TI, Alston Callwood, destacou os benefícios:
Antes, qualquer melhoria que criávamos e mantínhamos era por conta própria. Nossa equipe de TI agora tem tempo para trabalhar em outras iniciativas.
Essas integrações pré-construídas podem reduzir custos de implementação em até 60% em três anos, com armazéns alcançando eficiência operacional em apenas 90 dias.
Reduzindo Custos com Sistemas de Armazenagem Automatizada
Uma vez implementado o WMS, a automação pode levar os ganhos operacionais a outro patamar. A comunicação em tempo real entre o WMS e os equipamentos permite monitorar máquinas, programar recargas e eliminar desperdícios de energia.
Um exemplo de automação eficiente é o uso de software de cartonização automatizada, que identifica o formato ideal de embalagem para cada SKU. Isso reduz o desperdício de materiais e ajuda a otimizar as emissões no transporte. A Gordon Companies, por exemplo, conseguiu padronizar processos em cinco armazéns usando um WMS, reduzindo o tempo de integração de funcionários sazonais para apenas 30 minutos e acelerando os envios para entregas no mesmo dia.
O equilíbrio entre automação e suporte humano é essencial. A TAWI reforça essa ideia:
A combinação mais eficaz de produtividade e eficiência vem com uma mistura de suporte humano e robótico.
Em alguns casos, tecnologias ergonômicas de levantamento assistido por humanos podem oferecer ganhos de produtividade ainda maiores, promovendo o bem-estar dos funcionários e diminuindo o impacto ambiental das operações.
Adicionando Energia Renovável ao Seu Armazém
Para integrar fontes renováveis ao seu armazém, o primeiro passo é entender o consumo energético atual. No Brasil, o setor de transporte e logística consome 35% da energia total e é responsável por 48% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Esses números deixam claro que adotar energia limpa não é apenas uma questão ambiental, mas também uma decisão estratégica para reduzir custos.
Como Calcular as Necessidades Energéticas e Escolher Fontes Renováveis
Antes de qualquer implementação, é essencial monitorar o consumo de energia em tempo real. Sensores de IoT são ideais para identificar os pontos de maior demanda. Essa análise ajuda a dimensionar sistemas solares ou outras soluções renováveis. Além disso, a localização do armazém influencia diretamente na escolha da tecnologia. Por exemplo, em São Paulo, a alta incidência solar favorece a instalação de painéis fotovoltaicos, enquanto áreas próximas a centros agrícolas podem aproveitar biogás e biometano como fontes complementares.
Outro ponto importante é a geração distribuída (GD), que permite descentralizar a produção de energia e reduzir a dependência da rede elétrica convencional. A combinação de painéis solares com sistemas de armazenamento em baterias ajuda a estabilizar o fornecimento, mesmo durante picos de consumo ou oscilações de preço. Com o consumo mapeado e uma matriz energética bem planejada, fica mais fácil aproveitar regulamentações e incentivos disponíveis para viabilizar o uso de energia renovável.
Instalação de Painéis Solares e Armazenamento de Energia
A partir de 2026, a Reforma Tributária (EC 132/2023) trará benefícios para projetos de energia limpa, como redução de alíquotas entre 40% e 90% em comparação com combustíveis fósseis. Além disso, o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) isenta o pagamento de impostos como IBS e CBS na compra ou importação de equipamentos fotovoltaicos e sistemas de armazenamento, reduzindo significativamente os custos iniciais.
Integrar Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) aos painéis solares é uma solução eficiente. Isso permite armazenar o excesso de energia gerado durante o dia para uso em horários de maior demanda. Para aproveitar ao máximo os incentivos fiscais, é fundamental registrar os projetos no REIDI e contar com assessoria tributária especializada.
Por fim, o monitoramento contínuo através de sistemas de gestão energética é essencial para garantir eficiência e maximizar o retorno sobre o investimento. Além de otimizar o uso da energia, essas ações alinham as operações ao compromisso do Brasil de reduzir 37% das emissões de GEE até 2025. Com ajustes simples, é possível transformar o armazém em um espaço mais sustentável e eficiente.
Monitoramento do Desempenho Ambiental com IoT
Depois de adotar fontes de energia renovável, o próximo passo é monitorar, em tempo real, o desempenho ambiental. Sensores IoT estão transformando a gestão de armazéns ao medir constantemente fatores como temperatura, umidade e consumo de energia. Isso ajuda a identificar desperdícios e ajustar operações antes que custos e impactos negativos aumentem. Vamos explorar como instalar esses sensores para garantir um controle climático mais eficiente.
Instalação de Sensores IoT para Controle Climático
Instalar sensores nos pontos estratégicos, como sistemas de aquecimento, refrigeração, HVAC e iluminação, é essencial para um controle climático eficiente. Esses locais concentram grande parte das emissões nos armazéns e, portanto, são os focos principais. Em setores como alimentos e medicamentos, onde a manutenção da cadeia fria é indispensável, esses sensores ajudam a preservar a qualidade dos produtos e a cumprir as regulamentações brasileiras.
"Monitoramento em tempo real de cargas e ativos, com sensores IoT, geolocalização e alertas preventivos." – Elcio Grassia, CEO da Nazar Systems
Além disso, integrar esses dispositivos a sistemas de gestão de armazéns (WMS) e Digital Twins oferece uma vantagem estratégica. Com essas tecnologias, é possível simular cenários sustentáveis antes de implementar mudanças físicas. Isso minimiza riscos e otimiza investimentos, algo especialmente valioso em setores onde o controle preciso de estoque é crucial. Esses sensores não apenas garantem condições ideais, mas também geram dados que alimentam análises para aprimorar a eficiência operacional.
Usando Dados para Melhorar a Eficiência do Armazém
O monitoramento é só o começo. Os dados coletados pelos sensores ajudam a identificar padrões de consumo e a encontrar oportunidades de otimização. Por exemplo, práticas de logística sustentável, como armazenagem ecológica, podem explicar 54,42% da variação no desempenho de eficiência em relação aos custos. Painéis centralizados tornam mais fácil acompanhar indicadores-chave de desempenho (KPIs) e realizar ajustes rápidos nas operações.
"A inteligência artificial preditiva, combinada com a automação de armazéns e o uso de sensores IoT, permitirá reduzir custos, eliminar gargalos e aumentar a precisão no controle de estoques." – Fernando Luiz de Senna Figueiredo, Diretor da Acura Capital
Com as regulamentações previstas para 2026 e a crescente exigência de conformidade com padrões ESG, o monitoramento detalhado de emissões e consumo de energia se tornará indispensável para contratos internacionais e práticas sustentáveis . A manutenção preditiva, baseada em dados de IoT, também substitui métodos reativos, ajudando a prolongar a vida útil dos equipamentos e a reduzir desperdícios de recursos.
Redução de Resíduos e Adoção de Métodos de Economia Circular
Depois de melhorar a eficiência energética e implementar o monitoramento ambiental com IoT, é hora de focar na redução de resíduos. O objetivo é simples: minimizar o desperdício desde a origem para alcançar maior eficiência ambiental. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina que fabricantes, importadores e distribuidores compartilhem a responsabilidade pelo ciclo de vida completo dos produtos, incluindo o descarte após o consumo. Nesse contexto, a economia circular surge como uma solução prática, transformando resíduos em recursos, o que reduz custos com matéria-prima e agrega valor ao negócio.
Práticas como reciclagem, remanufatura e o uso de embalagens retornáveis não apenas atendem às exigências legais, mas também melhoram a operação como um todo. Com as regulamentações previstas para 2026, empresas que adotam essas práticas ganham uma vantagem importante no mercado, além de maior segurança jurídica. Abaixo, exploramos algumas estratégias para implementar essas mudanças no seu armazém.
Substituição por Materiais de Embalagem Ecológicos
Revisar o design das embalagens é um passo essencial. Reduzir o volume e o peso, além de optar por materiais recicláveis ou biodegradáveis, ajuda tanto a diminuir os impactos ambientais quanto a cortar custos logísticos. Um exemplo interessante é o programa EmCicla, criado pela Abiove em 2018, que apoia a logística reversa de embalagens de óleo comestível. A iniciativa oferece consultoria a municípios e cooperativas de catadores, garantindo conformidade com as legislações estaduais e federais.
No Brasil, as empresas precisam comprovar a recuperação de pelo menos 22% das embalagens pós-consumo colocadas no mercado, conforme os acordos setoriais. Para atingir essa meta, soluções tecnológicas têm sido fundamentais. A startup Green Mining, por exemplo, criou um sistema de "Logística Reversa Inteligente", que usa algoritmos para mapear a geração de resíduos. Com a criação de HUBs (centros de recebimento), coletores cadastrados entregam os materiais, que são pesados e registrados via blockchain, garantindo rastreabilidade total. Esse processo não só ajuda as indústrias a cumprir as metas de 22%, mas também fornece dados auditáveis para relatórios ESG.
"A logística reversa é tratada como uma ferramenta de desenvolvimento caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e o retorno de resíduos sólidos ao setor empresarial para reutilização." – Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)
Além de otimizar as embalagens, é indispensável estruturar sistemas de logística reversa que completem o ciclo de vida dos materiais.
Estruturação de Logística Reversa para Recuperação de Materiais
Um sistema eficiente de logística reversa exige uma boa infraestrutura e parcerias estratégicas. Um exemplo de sucesso é o Sistema Campo Limpo (InpEV), que, até dezembro de 2022, processou 700.000 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas desde 2002. Só em 2022, foram recicladas 52.538 toneladas, com 100% das embalagens plásticas rígidas primárias sendo reaproveitadas. O sistema conta com 390 postos fixos e 4.353 pontos itinerantes de coleta no país. Além disso, a iniciativa "Ecoplástica" transforma resinas pós-consumo em novas embalagens, reduzindo 1,24 kg de CO₂e por embalagem de 20 litros produzida.
Entre 2019 e 2022, o InpEV conseguiu reduzir custos operacionais em R$ 8,7 milhões graças à gestão integrada de centrais. Para armazéns menores, parcerias com cooperativas de catadores e associações especializadas, como a ABREE (para eletrônicos) ou a Reciclus (para lâmpadas), facilitam a implementação de soluções sem necessidade de investimentos iniciais significativos. Outro exemplo é a Ecobraz, uma ONG que opera um sistema nacional de logística reversa para eletrônicos utilizando blockchain. O processo inclui agendamento com o gerador, transporte para instalações certificadas e emissão de certificados de compensação de carbono e relatórios ESG.
"Acreditamos que o ESG verdadeiro é alcançado com IMPACTO IMEDIATO… a Ecobraz entrega MINERAÇÃO URBANA AUDITÁVEL HOJE." – Ecobraz, Manifesto de Transparência
Além de contribuir para a sustentabilidade, a remanufatura pode reduzir os custos de produção em até 50% quando comparada à fabricação de novos produtos, tornando-se uma alternativa mais eficiente do que a reciclagem em muitos casos. Com o Ministério do Meio Ambiente estabelecendo a meta de 5.000 pontos de coleta de eletrônicos até 2025, integrar-se a essas redes já existentes representa uma estratégia inteligente para armazéns que desejam se preparar de forma competitiva para 2026.
Atendimento a Padrões ESG e Regulamentações Brasileiras
Depois de implementar a logística reversa, é essencial garantir que a empresa esteja alinhada aos padrões ESG e às regulamentações ambientais brasileiras. Com a chegada de 2026, as exigências legais estão ficando mais rigorosas, e as empresas que não se adequarem podem enfrentar riscos jurídicos e perder espaço no mercado. Além disso, práticas sustentáveis podem reduzir os custos operacionais em até 54%, especialmente em áreas como embalagens, transporte e armazenagem.
As pressões para adoção de práticas ESG vêm de três frentes principais: coercitivas (leis e normas governamentais), normativas (expectativas de clientes e stakeholders) e miméticas (imitação de concorrentes bem-sucedidos). Enquanto a logística reversa ajuda a gerenciar resíduos, a certificação ESG comprova o compromisso com a sustentabilidade em toda a operação. Para isso, é fundamental adotar frameworks reconhecidos e se preparar para as novas regulamentações.
Obtenção de Certificação ESG no Brasil
O processo de certificação ESG no Brasil começa com uma avaliação de maturidade, utilizando frameworks como o Sustainable Logistics Maturity Management (SLMM). Esse modelo mede a implementação de soluções logísticas em três dimensões: econômica, ambiental e social. Em seguida, as operações devem ser alinhadas ao Programa Brasileiro de Logística Verde (PLVB), que oferece o "Selo Verde PLVB" às empresas comprometidas com práticas sustentáveis. Até 2023, o programa já contava com 32 empresas associadas, abrangendo setores como agronegócio, alimentos e automotivo.
Outro ponto importante é que 83% das empresas líderes no Brasil utilizam os padrões da Global Reporting Initiative (GRI) para elaborar seus relatórios de sustentabilidade. Além disso, a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), aprovada em agosto de 2025, estabelece critérios técnicos para identificar atividades econômicas sustentáveis no país. Com mais de 880 páginas, a TSB cobre oito setores, incluindo transporte, e facilita o acesso a financiamentos verdes, combatendo práticas de greenwashing.
"A taxonomia é a base para um novo paradigma econômico que pode posicionar o Brasil como protagonista na transição verde global." – Marina Grossi, Presidente do CEBDS
Para mensurar emissões, o Programa Brasileiro GHG Protocol é amplamente utilizado, abrangendo os Escopos 1, 2 e 3. Em 2022, o BNDES recebeu o Selo Ouro do programa ao reportar suas emissões administrativas: Escopo 1 (59,66 tCO₂e), Escopo 2 (zerado com certificados I-REC de energia renovável) e Escopo 3 (2.006,54 tCO₂e), incluindo deslocamento de funcionários e frotas móveis . Empresas que buscam o Selo Ouro para armazéns demonstram maturidade em sustentabilidade e atraem investidores e clientes atentos às práticas ESG.
Entre as ações operacionais recomendadas estão: manutenção preventiva de veículos, modernização de frotas, treinamento de motoristas em eco-driving e uso de sistemas de monitoramento. Essas práticas podem reduzir em até 30% as emissões de gases de efeito estufa (GEE), além de diminuir custos com combustível e manutenção. Com as regulamentações de 2026 se aproximando, essas iniciativas tornam-se ainda mais urgentes.
Preparação para as Regulamentações Ambientais de 2026
Com os fundamentos ESG estabelecidos, o próximo passo é adaptar as operações às regulamentações ambientais que entrarão em vigor em 2026. O Plano Diretor de Logística Sustentável 2024-2026, elaborado pela Presidência da República, integra objetivos ESG à gestão estratégica, promovendo equilíbrio entre fatores ambientais, sociais e de governança. O Relatório de Gestão de 2023 destacou que essas ações são essenciais para garantir transparência e longevidade institucional.
Em São Paulo, a Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) incentiva a logística reversa, a recuperação de resíduos e o uso de matérias-primas com menor impacto socioambiental. Já a Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) oferece benefícios fiscais para projetos que fortalecem a cadeia de reciclagem, incluindo o Fundo de Apoio à Reciclagem (Favorecicle).
O BNDES também apoia a descarbonização da logística, financiando projetos como eletrificação de frotas, sistemas híbridos e maior uso de ferrovias e hidrovias. Projetos baseados exclusivamente em carvão ou petróleo não recebem mais apoio. Em 2023, foi lançada a Calculadora de Emissões Evitadas e Removidas, que auxilia no cálculo de emissões em setores como transporte ferroviário e caminhões elétricos.
| Dimensão ESG | Ações-Chave para Logística em 2026 |
|---|---|
| Ambiental | Eletrificação de frotas, otimização de rotas, uso de pneus de baixa resistência e energia renovável em armazéns. |
| Social | Treinamento de motoristas, melhorias na segurança do transporte e geração de renda comunitária por meio de práticas sustentáveis. |
| Governança | Conformidade com a LIR, adoção dos padrões GRI e gestão ética de fornecedores. |
Para garantir que seus projetos logísticos sejam classificados como "verdes" sob as novas regulamentações de 2025/2026, é recomendável revisar os cadernos técnicos da TSB. Além disso, utilize a Calculadora do BNDES para relatar emissões evitadas em projetos de infraestrutura logística. Por fim, considere aderir ao PLVB e obter o Selo Verde, mostrando ao mercado o compromisso da sua empresa com a sustentabilidade e atraindo investidores e parceiros que valorizam práticas responsáveis.
Conclusão: Construindo uma Operação de Armazenagem Mais Verde
A busca por uma armazenagem mais sustentável até 2026 não é apenas uma questão de responsabilidade ambiental, mas também uma decisão estratégica que pode trazer benefícios financeiros. Práticas como automação de armazéns e uso de energia renovável têm o potencial de reduzir custos operacionais de forma significativa, especialmente nas áreas de embalagens, transporte e armazenagem. Além disso, medidas como treinamento de motoristas e modernização de frotas podem cortar as emissões de gases de efeito estufa em até 30%. Essas iniciativas variam de ações simples e imediatas a investimentos de longo prazo.
O primeiro passo para a sustentabilidade pode ser dado com práticas acessíveis: manutenção preventiva, uso de sistemas de monitoramento baseados em IoT e captação de água da chuva. Essas ações não exigem grandes investimentos iniciais e já podem gerar economias rápidas. Em uma etapa seguinte, a adoção de energia solar e automação requer um investimento inicial maior (CAPEX), mas oferece uma redução de custos operacionais (OPEX) a médio prazo. Casos práticos no setor mostram que essas iniciativas não só diminuem o consumo de recursos como também ajudam a estabilizar os custos de energia.
"Em 2026, a logística deixará de ser vista apenas como transporte físico e passará a operar como um sistema integrado de dados." – Fernando Luiz de Senna Figueiredo, Diretor da Acura Capital
Essa perspectiva destaca a necessidade de adaptar as operações às mudanças que estão por vir. Com regulamentações ambientais no Brasil se tornando mais rigorosas e a pressão por conformidade ESG aumentando, empresas que não se ajustarem correm o risco de enfrentar problemas legais e perder espaço no mercado. Atualmente, o setor de transporte no Brasil é responsável por 48% das emissões de gases de efeito estufa, o que torna a descarbonização da logística e armazenagem uma prioridade urgente. Seguir frameworks como o GRI e a Taxonomia Sustentável Brasileira ajuda a garantir que as operações sejam de fato sustentáveis, evitando acusações de greenwashing.
Ao adotar essas práticas de forma gradual e com resultados mensuráveis, sua operação não apenas reduz impactos ambientais, mas também ganha força competitiva, atrai investidores preocupados com sustentabilidade e se prepara melhor para os desafios futuros. Esse é o caminho para consolidar um futuro mais sustentável para a logística no Brasil.
FAQs
Como a automação e o uso de sistemas WMS ajudam a reduzir custos e aumentar a eficiência em armazéns?
A automação nos armazéns, com robôs para movimentação de mercadorias e sistemas automatizados de carga e descarga, traz uma redução significativa nos custos operacionais. Isso acontece porque diminui a dependência de mão de obra e reduz erros humanos. Além disso, a coleta de dados em tempo real permite um monitoramento preciso do uso do espaço, tempos de ciclo e consumo de energia. Com essas informações, é possível fazer ajustes rápidos para aumentar a produtividade e diminuir os gastos com eletricidade.
Os sistemas de gerenciamento de armazém (WMS) são aliados importantes dessa automação. Eles centralizam o controle de inventário, otimizam o layout do armazém e criam rotas de picking mais eficientes. O resultado? Menos tempo gasto na separação de pedidos, melhor aproveitamento do espaço e controle de estoques, evitando excessos que impactam o capital de giro e os custos de armazenagem. Quando conectados a tecnologias da Indústria 4.0, como sensores IoT e análise de dados, os WMS ainda ajudam a adotar práticas mais sustentáveis. Isso inclui a redução de resíduos e o uso mais eficiente de energia, garantindo operações mais econômicas e responsáveis.
Quais incentivos fiscais estão disponíveis no Brasil para a adoção de energia renovável em armazéns a partir de 2026?
Atualmente, ainda não existem informações detalhadas sobre incentivos fiscais específicos para a implementação de energia renovável em armazéns no Brasil a partir de 2026. No entanto, é comum que tanto o governo federal quanto os estados ofereçam benefícios fiscais, como isenção ou redução de impostos, incluindo ICMS, IPI e PIS/COFINS, para empresas que investem em projetos voltados à sustentabilidade.
Para aproveitar essas possibilidades, é importante acompanhar as mudanças nas legislações fiscais e buscar a orientação de especialistas na área. Além disso, há outras alternativas interessantes, como linhas de crédito com juros reduzidos destinadas a projetos de energia limpa, que podem ajudar a diminuir custos e incentivar práticas mais responsáveis e alinhadas com o futuro do setor.
Como a logística reversa e a economia circular podem tornar os armazéns mais sustentáveis?
A prática da logística reversa é uma aliada poderosa na redução do impacto ambiental dos armazéns. Ela consiste em devolver produtos, embalagens ou resíduos para que sejam reutilizados, reciclados ou descartados de forma adequada. Isso não só diminui o volume de resíduos enviados para aterros, como também reduz custos operacionais e libera espaço nos armazéns para itens de maior valor. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) reforça a importância dessa iniciativa, incentivando a criação de sistemas mais eficientes que gerem economia de escala e otimizem processos.
Por sua vez, a economia circular complementa essa abordagem ao propor um novo olhar sobre o ciclo de vida dos produtos. Em vez de descartar resíduos, as empresas podem reaproveitá-los como matéria-prima para novos processos, reduzindo a necessidade de extrair recursos naturais e diminuindo a emissão de carbono. Exemplos práticos dessa ideia já estão em ação, como programas de coleta de embalagens e eletrônicos em mais de 1.200 cidades, que ajudam a otimizar o uso do espaço nos armazéns, reduzir custos internos e melhorar a rastreabilidade dos materiais.
Ao unir logística reversa e economia circular, os armazéns não apenas atendem às exigências ambientais, mas também ganham em eficiência e contribuem para benefícios econômicos e ambientais de longo prazo.
